domingo, maio 20, 2007

Caminhos do Romântico


CAMINHOS DO ROMÂNTICO
11 de Fevereiro de 2006


Às 9 horas, já os companheiros se aglomeravam no ponto de encontro junto ao Museu do Carro Eléctrico. Era a realização do primeiro percurso do calendário anual de 2006 do Grupo Portuense de Montanhismo e o dia estava convidativo a caminhar.

Iniciamos a marcha passando pelo edifício do Frigorífico do Peixe, projectado em 1930, que era também conhecido pela Bolsa do Peixe.Do largo de Massarelos com a sua fonte do sec. XIX, fomos pelas Escadas do Adro até à Igreja do Corpo Santo onde contemplamos, na frontaria, a imagem do seu padroeiro S. Telmo. Depois, na Rua de Cristelo, um cruzeiro com a imagem de Cristo pintada, popularizado com o nome de Senhor do Cristelo.Caminhando pela rua de Entre Quintas, vimos pequenos aquedutos de aproveitamento de água para casas e terrenos e no cimo da rua, sentiamos a beleza e o romantismo da paisagem que nos rodeava, tendo por horizonte o céu azul, a Ponte da Arrábida e o nosso lindo rio Douro.




Subimos até à Casa Tait na qual tivemos oportunidade de acesso aos seus jardins e aos exemplares raros que lá existem, nomeadamente, o majestoso “Liriodendrum Tulipifera”, árvore classificada.
Entramos nos jardins do Museu Romântico da Quinta da Macieirinha, já nos terrenos do Palácio de Cristal, subindo e descendo ladeiras e escadas. Do miradouro da Torre, deslumbramo-nos com a paisagem de Nascente sobre o centro histórico do Porto e de V. N. de Gaia. Gostamos de ver o Labirinto dos Sentimentos, o belo Chafariz da Quinta da Mitra, o Roseiral e, já nos jardins da entrada do Palácio, recordamos o saudoso edifício, o verdadeiro Palácio de Cristal, no local onde se situa hoje o Pavilhão Rosa Mota.

Após o almoço, os participantes posaram para a tradicional fotografia de grupo.O recomeço do percurso foi de novo pela grandiosa avenida das Tílias e pelas vistas que do sitio da Torre da Marca se vislumbravam sobre a foz do rio Douro.
Após vermos a Capela de Carlos Alberto, percorremos o bosque onde se conservam espécies arbóreas raras e se veem grutas artificiais. Descendo por velhas calçadas graníticas até ao Campo de Rou, chegamos a uma capelinha com o Senhor de Matosinhos pintado.
Num prédio em ruínas via-se um painel de azulejo com uma linda imagem de S. João.
Encantados e bem dispostos, continuamos pela rua dos Moinhos e nem nos parecia estarmos em plena cidade do Porto.Passamos pelas ruínas das Azenhas da ribeira de Vilar e pela Rua da Pena, onde há ainda bonitas quintas de estilo inglês e as mimosas já estão florindo.

A arquitectura moderna e a antiga não chocam com a envolvência da paisagem.Ficamos durante algum tempo parados, a contemplar e a falar dos caminhos percorridos, terminando o percurso na marginal.Sentíamos a nostalgia da alegria partilhada num dia de convívio bem passado.


Texto: Teresa Marques
Fotos: Jorge Ribeiro

1 Comments:

At 16:41:00, Anonymous Anónimo said...

Sr. Ribeiro
Quanto mais vejo este blog, mais "roída de inveja" fico por ter perdido estes maravilhosos percursos do nosso Porto.

Cumprimentos da
Ana Salazar
em 20.Março.2009

 

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